quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O PALÁCIO DA VENTURA.

Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busco anelante
O palácio encantado da Ventura!

Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura...
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formusura!

Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas d'ouro, ante meus ais!

Abrem-se as portas d'ouro, com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão - e nada mais!

- Antero de Quental
(Poeta português. Ponta Delgada, 1842—1891)

8 comentários:

  1. Salve o poeta português. Linda poesia. Um bom dia para você Silvana, beijos ;)

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  2. Belo, belo texto, belo verso, fantástico poeta!

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  3. Excelente Antero, senhora. E excelente geração! Um abraço grande para si. Leio sempre os seus posts com muito gosto!

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  4. Oi

    Como tu está?

    Faz tempo que tu não aparece.

    Bjs e boa noite

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  5. Pensamentos

    Pensamos demasiadamente
    Sentimos muito pouco
    Necessitamos mais de humildade
    Que de máquinas.
    Mais de bondade e ternura
    Que de inteligência.
    Sem isso,
    A vida se tornará violenta e
    Tudo se perderá.

    Charles Chaplin

    http://obomcombatedetodososdias.blogspot.com/

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  6. Urgente galera preçiso dessa resposta.
    o eu-lírico diz que esta em busca de algo, oque ele procura? no poema palácio da ventura

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  7. ele procura a felicidade.

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